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A História do Porto de Pesca (2)

AS PESCAS, NO ENTANTO…

Na parte que hoje nos importa tocar, a construção naval foi a uma actividade de suporte para as pescas, com a reparação e construção de navios. Com oito estaleiros navais a funcionar a partir de 1920, surgiam também duas fábricas de vidro e quatro unidades de conservas de peixe.

Após 1940, com um novo conflito mundial à porta, a cidade ressurgia, exultante de novas gentes, comércio esfuziante e os habitantes locais em ritmo de acompanhamento eficaz…

A pesca do bacalhau, a partir dos anos 80 do século XIX, e a pesca da sardinha, desde 1930, suscitaram uma nova postura da cidade perante esta actividade. A introdução de novos métodos na apanha da sardinha e as traineiras movidas a vapor patrocinaram o aparecimento de novas empresas neste sector.

Em 1934 existiam 13 sociedades que se dedicavam à indústria pesqueira. Nessa altura a Figueira ocupava o 4.º lugar, a nível nacional, na pesca da sardinha, com 500 pescadores registados.

Mas 1948 anunciou o esmorecer do desenvolvimento, e a indústria foi a mais visada neste retrocesso. O estado da barra e as más condições de acesso ao porto eram a conclusão a que se chegara perante o mal que titulava a crise que afectou sobremaneira os armadores e a indústria conserveira. O figueirense voltou-se, então, para a praia e o tráfego do porto e por aí se contentou, iludido também pelo panorama da actividade turística.

Após o final da II Grande Guerra, apareceram, no entanto, novas empresas que diferenciaram a sua actividade piscatória (arrasto, transporte e distribuição do pescado pelos centros do comércio, venda directa ao público), chegando a 27 as empresas registadas, com sede em Buarcos, Praia de Buarcos e Figueira da Foz.

V. CLARO

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