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A História do Porto de Pesca (3)

“A PESCA DA SARDINHA, para ser frutuosa, pede tempo baço, céu toldado e águas escuras. Com o tempo claro e mar limpo, o peixe alastra e forma um lençol delgado ao cimo. No fundo não dá pitança. Deita- -se a rede e o coalho é mesquinho. Não dá proveito ao paladar nem ao papo! Com a água turva, o caso muda de figura – forma-se a “barria”.
Isto é, o peixe enaipa-se, agrupa-se, forma cardumes densos e mais profundos. E, então, é um louvar a Deus!”

Aspectos da Figueira da Foz, 1945

Se, em 1960, a mudança da frota da sardinha e respectiva lota para novas instalações (antigo “trapiche”), frente à estação de caminho de ferro, revelou algumas vantagens, já a zona da cidade onde anteriormente decorria o transporte, a venda e o ancoradouro (Praia da sardinha, frente ao Jardim Municipal e Doca (bilhete postal ilustrado da cidade) levou uma “machadada” na sua actividade económica de que nunca mais terá recuperado… Levar a lota para outro lugar, muito mais distante do mercado municipal, do comércio tradicional e das pessoas, revelou também uma pressa desmesurada no tratamento do assunto, provocando mesmo um congestionamento de embarcações distintas (pesca da sardinha, arrasto, mercadorias) nas “novas” instalações.

TUDO ESTAVA PREVISTO…
… excepto o início dos diversos acontecimentos/construções que mais tarde viriam a conduzir a cidade para o 8.º lugar entre os portos pesqueiros nacionais (1964). A era da des…graça tinha começado. O assoreamento do rio, da barra e de algumas mentes, aliado à miragem de deixar obra, dê lá por onde der, deu naquilo que se sabe e se vê…

V. CLARO

A História do Porto de Pesca (2)

AS PESCAS, NO ENTANTO…

Na parte que hoje nos importa tocar, a construção naval foi a uma actividade de suporte para as pescas, com a reparação e construção de navios. Com oito estaleiros navais a funcionar a partir de 1920, surgiam também duas fábricas de vidro e quatro unidades de conservas de peixe.

Após 1940, com um novo conflito mundial à porta, a cidade ressurgia, exultante de novas gentes, comércio esfuziante e os habitantes locais em ritmo de acompanhamento eficaz…

A pesca do bacalhau, a partir dos anos 80 do século XIX, e a pesca da sardinha, desde 1930, suscitaram uma nova postura da cidade perante esta actividade. A introdução de novos métodos na apanha da sardinha e as traineiras movidas a vapor patrocinaram o aparecimento de novas empresas neste sector.

Em 1934 existiam 13 sociedades que se dedicavam à indústria pesqueira. Nessa altura a Figueira ocupava o 4.º lugar, a nível nacional, na pesca da sardinha, com 500 pescadores registados.

Mas 1948 anunciou o esmorecer do desenvolvimento, e a indústria foi a mais visada neste retrocesso. O estado da barra e as más condições de acesso ao porto eram a conclusão a que se chegara perante o mal que titulava a crise que afectou sobremaneira os armadores e a indústria conserveira. O figueirense voltou-se, então, para a praia e o tráfego do porto e por aí se contentou, iludido também pelo panorama da actividade turística.

Após o final da II Grande Guerra, apareceram, no entanto, novas empresas que diferenciaram a sua actividade piscatória (arrasto, transporte e distribuição do pescado pelos centros do comércio, venda directa ao público), chegando a 27 as empresas registadas, com sede em Buarcos, Praia de Buarcos e Figueira da Foz.

V. CLARO

A História do Porto de Pesca (1)

PESCAS, E UM POUCO MAIS
O comércio marítimo constituiu a principal actividade económica da Figueira da Foz, desde o tempo que se conhece o aproveitamento das condições naturais que ofereciam o rio Mondego e o oceano Atlântico no seu vai e vem de marés. Em 1872, por exemplo, a exportação de 7314 pipas de vinho da região figueirense, entre outras exportações (laranja, azeite, sal, cereais, pedra) e importações (aduelas, arcos de ferro, ferro em bruto, panos, sedas e bacalhau) permitiu que a Figueira da Foz fosse considerada durante muitos anos a 3.ª praça comercial e marítima do país. Quanto à indústria… convenhamos que o desenvolvimento industrial nunca foi apanágio dos figueirenses. De facto, nunca nesta terra se terá esboçado uma verdadeira revolução industrial, mas a cidade resolveu o assunto – no final do século XIX e no primeiro quartel do século XX aderiu-se à pesca do bacalhau. Mas uma nova dependência haveria de suscitar o interesse geral na cidade – turismo e jogo. Um filão, dizia-se…

V. CLARO

Editorial #55

A 3 de Junho, no primeiro dia do ano com captura de sardinha, uma embarcação de Sesimbra capturou a respectiva quota máxima diária (159 cabazes de 20 kg). Cada cabaz de 20 kg foi leiloado e vendido na lota de Sesimbra a 16,00€, o que representa 80 cêntimos o quilo. No dia seguinte, nas grandes superfícies comerciais de Sesimbra, a sardinha foi vendida a 5,99€ o quilo.

A falta de regulação na discrepância de valores entre o preço que o pescador vende e o preço que o consumidor final compra é apenas um dos problemas que a indústria da pesca vive nos dias de hoje. O Palhinhas andou uma semana a navegar pelas instalações da Docapesca, a empresa de capital público que gere a entrada e saída do pescado no porto de pesca da Figueira da Foz. Encontrámos um mundo muito vivo e activo, pela mão simpática e sempre prestável do responsável de armazém. Um mundo de grande azáfama em dia de pesca e de enorme silêncio em dias em que as embarcações não saem para o mar, ou por más condições atmosféricas ou por inavegabilidade na barra – um problema que impede o normal funcionamento do mercado do pescado na Figueira da Foz durante demasiados dias por ano, e com implicações directas no bolso dos pescadores, armadores, armazenistas e, claro, na economia do concelho.


Se os pescadores se queixam das duras condições do seu trabalho, tão pouco valorizado, os compradores reclamam do tratamento desigual face a contratos mais ou menos obscuros, e os armazenistas implicam com o elevado preço de aluguer dos armazéns, que atingem preços proibitivos em virtude de um desajustado PDM, enquanto o consumidor final se espanta com o preço a pagar por quilo de pescado, fruto de todos aqueles factores, levando a uma economia de preços desproporcionada, que obriga as famílias a optar por uma alimentação mais afastada do peixe. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca.

PEDRO SILVA

Um mundo ou a descoberta de um mundo

Entramos no porto de pesca. De carro. Dentro da cabine, um homem. De aspecto pesado, dando ares de corpo de pedra. Uma estátua. Acena com a cabeça, e este movimento permite a entrada no lugar. Ao volante, segue-se em frente. Ao fundo, um ancoradouro. Barcos de pesca. Redes. O caminho é o seguinte: vira-se à direita. E logo depois à esquerda. Um grande espaço, largo, onde estacionam gaivotas. Disputam cabeças de peixe. Alimentam-se.

É preciso sair da cidade para entrar na cidade. O espanto de ver, por fim, o porto de pesca. Espaço milagroso de actividade económica. No primeiro dia da visita não havia lota. O vento era muito e os barcos não trabalharam. Tivemos uma aula na Docapesca. Uma conversa longa sobre a venda do peixe e assuntos relacionados com a pescaria.


É um voo de gaivota este assunto. Se fechar os olhos com força consigo imaginar uma gaivota a voar.

A Pesca: actividade económica primordial nesta cidade. Trabalho e vida de centenas largas de pessoas. Pescadores, armadores, armazenistas, comerciantes, vendedores, donos de restaurantes, trabalhadores da Docapesca, professores, alunos. Um mundo, ou a descoberta de um mundo.

No segundo dia já havia venda. Barcos. Pessoas. Bancada de espectadores, que parecia a de um jogo de basquete. As gaivotas anunciam a chegada do peixe, voando em festa, rodeando as traineiras que se aproximam do cais. É tremendamente bela esta visão do trabalho.
Lá dentro, dezenas de pessoas de comandos na mão. A lota vai começar. Licita-se peixe, diamante do mar.

ANA BISCAIA

Do Arquivo Fotográfico

“A imagem selecionada, pertence à coleção Casa Havanesa, integrada no espólio do Arquivo Fotográfico Municipal. A foto é de 1930, mais concretamente de 29/07/1930, com o título “Vista poente da Capitania”, onde é bem visível o edifício do Mercado Municipal. O edifício aparece como que inacabado relativamente ao atual. Foi alvo de várias intervenções, sendo a sua construção e exploração da responsabilidade da Sociedade de Progresso Figueirense, por escritura municipal de 1892. Nesta foto é também visível, o antigo assim edifício, por detrás do jardim, da Moagem do centro, mais tarde demolido para dar lugar ao Palácio da Justiça.A autoria da foto não foi passível de identificação.”

As Abadias pela voz das crianças

DESENHOS E RESPOSTAS DE ALUNOS DA ESCOLA EB1 DAS ABADIAS

Faria um parque infantil adaptado.
Miguel – 3º. A

Embelezava o parque com zonas divertidas de desporto
Martim Gomes da Silva-3º. A


Colocava um balão gigante para apanhar o lixo
Carmen-3º. A

Enriquecia o parque com um insuflável para todas as idades, uma fonte, mais zonas de exercício e uma discoteca e um restaurante.
Pedro Valente-3º. A

Enriquecia o parque com mais zonas desportivas e zonas de lazer.
Duarte-3º. A


Construía um circo no meio do parque.
Inês-3º. A
Eu queria ter um castelo para brincarmos aos príncipes e princesas.
Maria Inês-2º. B

Eu escolhia colocar um parque, porque podem brincar.
Rodrigo Augusto-2º. B


Parque de campismo especial com insufláveis.
Clarisse Contente-2º. B


Eu queria o selaide e escorrega de água.
Mafalda-2º. B

Se pudesse melhorar o parque verde das Abadias… construiria uma loja de gomas, um wc e uma loja de hamburguers.
Josefa Gomes – 4º. C


Se pudesse, melhorava e expandia o parque infantil, metendo bancos no espaço verde, junto aos passeios e às pontes e colocando novas pontes.
Miguel Pinto-4º. C

Se eu pudesse melhorava o parque verde das Abadias… do lado sul colocando mesas de piquenique plantando mais árvores e arbustos, e colocando bancos para pessoas se sentarem… do lado norte, melhorava as pontes, colocaria bancos e colocaria um parque para praticar jogos com skart.
Brenda Vieira-4º. C


Se pudesse, melhorava o parque verde das Abadias tirando o parque infantil e mandava construir um escorrega de água, uma loja de doces, bancos, um túnel e uma pista para passeios a cavalo.
Viktória Dachanyuk – 4º. C